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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Reflexões sobre a Inovação e o desenvolvimento do Brasil - por Vasco Rodrigo


O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Vasco Rodrigo, aborda a importância da Inovação Tecnológica para o desenvolvimento nacional. O artigo se insere no contexto de mobilização para a mesa-redonda “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, que será realizada com apoio da UFMG durante a 6ª Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), que ocorre em Belo Horizonte de 5 a 8 de outubro


O tema Inovação está cada vez mais na ordem do dia, entretanto nos cabe realizar algumas reflexões no intuito de desanuviar preliminarmente questões tidas pelo senso comum como verdadeiras panacéias ao país. A questão que nos prende e nos deixa mais próximo a opinião vigente repousa no âmbito da importância fundamental em gerar e incentivar pesquisas com foco inovativo. Nessa perspectiva, nossa compreensão em relação à forma em que se vem alavancando a respectiva gênese de Inovação ofusca a centralidade da questão macroeconômica. Por outro lado, cabe-nos uma reflexão a cerca da interrelação a que deva ser ainda mais desenvolvida e potencializada, entre a Universidade, especialmente a pós-graduação, e setor empresarial, público e privado. Seguiremos as três premissas supracitadas no desenvolvimento preliminar do tema proposto.

O processo de integração diferencial dos mercados mundiais estabeleceu a ampliação da lacuna entre os países produtores de bens primários e insumos e os de bens materiais/imaterias de alto valor agregado. A produção de bens por empresas com capacidade de Inovação permite ao país ingressar de forma soberana na contemporânea divisão internacional do trabalho. Todavia, ao visualizarmos uma relativa desindustrialização no cenário brasileiro, nos coloca uma preocupação, mas além disso, um desafio, o de pensarmos a Inovação como instrumento de grande valia ao processo de ganho em valor agregado, ampliação do setor empresarial – renda nacional – e fundamentalmente, propiciar ao país uma absorção qualificada de novos postos de trabalho.

Olhamos com certa inquietude a questão em que os estímulos à inovação tenham sua maior relevância nos estímulos fiscais, o que reproduz uma tendência mundial. Entretanto o cenário brasileiro nos coloca em condições diferentes dos países em que tem utilizado tal mecanismo de estímulo. O primordial é salientar a capacidade de formação de capital financeiro nacional, ou mesmo uma poupança interna que permita grandes investimentos diretos (ID) no âmbito não somente no desenvolvimento de Inovação, mas também em infraestrutura. A questão macroeconômica tem apresentado um cenário pouco atrativo aos ID`s no setor empresarial, visto a condição da política monetária e taxa de juros. Sem dúvida os incentivos fiscais e as compras governamentais representam grande avanço ao salto inovativo a que as empresas necessitam, entretanto não podemos admiti-la como a ferramenta primordia, negligenciando a política macroeconômica.

O desafio que é colocado ao setor empresarial e à universidade, numa relação em que têm que navegar numa mesma direção em igual embarcação. A conjuntura coloca o desafio em que estão designados aqueles atores, no sentido de imbricarem suas atividades de pesquisa e inovação. Nisto os programas de pós-graduação possuem o "know how" e a capacidade de formar e gerar pesquisadores e pesquisas que convirjam em direção à empresa.

Por via de tais reflexões sucintas e preliminares buscamos lançar luzes a importância e centralidade da Inovação ao desenvolvimento soberano a que ao país é tão caro. Entretanto foi necessário lançar o desafio a agentes em que na nossa opinião tem grande importância e capacidade de prover os meios de alçar o desenvolvimento inovativo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Militante da UJS DF é eleita para o Parlamento Juvenil do Mercosul

Patricia de Mattos, 17 anos presidente do Grêmio Homestino Guimares do CEM Elefante Branco e membro da Direção Distrital da UJS, foi eleita no último dia16 para representar o Brasil no Parlamento Juvenil do Mercosul.

O principal objetivo desse projeto é criar meios para que a juventude dos países envolvidos possam debater, problemas e soluções para a América do Sul
Evento muito importante também para um debate mais franco a cerca da onda de desenvolvimento em curso na América do Sul, a tendencia desse processo é ampliar. Para que isso aconteça é necessária uma maior integração do povo sul americano.
''A seleção dos jovens que irão representar o Brasil no parlamento juvenil do MERCOSUL foi extremamente democrática e promoveu o real protagonismo juvenil, tão importante na formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel social.
O parlamento juvenil, além de valorizar o jovem como protagonista de suas ações, é capaz de construir uma relação cada vez mais interativa entre os países componentes do MERCOSUL. Os jovens de cada país terão a oportunidade de conhecer uns aos outros, entender a diversidade de realidades existentes entre os países componentes deste bloco, e de buscar soluções para os problemas que os afligem.
Portanto, a existência de jovens que participem de forma efetiva no bloco irá trazer grandes avanços para todos os países, especialmente na área da educação. O fato de o jovem ser protagonista na transformação de sua realidade é muito diferente de alguém, que não a vive de fato, falar por nós mesmos. Estes avanços serão reais, e irão traduzir a voz de milhares de jovens que almejam a verdadeira educação de qualidade.''
Declara Patricia

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ex-técnico do Flamengo cogita que discriminação racial PODE ter motivado sua demissão. "Pode ou foi?"




Por Maria José Cotrim

Nos campos, correndo com a bola nos pés e mostrando talento: lá estão eles os jogadores de futebol. Em sua maioria, negros. Robinho, Ronaldinho Gaúcho e outros. Dizem que não há área em que o negro seja tão contemplado e participativo do que no futebol...

Neste domingo, 13, o campeão brasileiro pelo Flamengo de 2009, o técnico Andrade deu uma entrevista onde mostrou as vísceras do futebol brasileiro.

Ele ficou sete anos no Flamengo superando 19 equipes no Brasileiro e conseguiu dar uma vitória ao clube depois de 17 anos mas ainda assim foi demitido. Hoje, está a quase cinco meses esperando uma proposta para voltar a atuar.

Sobre a demissão em abril do ano passado...ele revela que não entendeu o porquê, nem ao menos foi lhe apresentado um motivo plausível.Ele atribuiu questões políticas e inclusive a possibilidade de PRECONCEITO RACIAL.

Não há negros no comando dos times da Série A do Brasil: isso é fato! E, nessa hora, justamente nessa hora de buscar uma justificativa para sua saída, o técnico cogita essa possibilidade mas como ele mesmo afirmou na entrevista, prefere não acreditar.

É sempre assim....é característico do senso comum preferir não acreditar que a discriminação racial tá aí solta passando por vários setores e áreas. Não me estranha que ela tenha chegado aos campos de futebol.“ Enquanto houver sol, o sonho continua”, disse o técnico na entrevista onde se emocionou por várias vezes.

O técnico chama atenção para a falta de oportunidade para exercer a função de técnico e disse que muitos amigos chamaram sua atenção para a discriminação nesse caso.

Acontece que não só os famosos, mas todos nós, não podemos usar a discriminação como mecanismo de fuga. "Pode ter sido ou foi discriminação?"__ Isso precisa ficar esclarecido!

Se não houve uma explicação para sua demissão, o técnico deve buscá-la. E se houver indícios de discriminação, por qualquer motivo que seja, está aí a oportunidade para um passo importante no combate á esse “mal social” em nosso país e nas repartições.

O técnico frisou muito na entrevista, sua experiência e qualidades...mais um motivo para continuar na sua carreira e buscar espaço em outros clubes.

Será que quando estava no clube, Andrade sentiu algum vestígio de discriminação? Ou Será que foi apenas a falta de técnicos negros à frente dos clubes que fez com que ele levantasse esse argumento?Não sei mas queria saber...

Os dados mostram que no perfil da classe média brasileira os negros foram os que mais ascenderam socialmente integrando hoje a classe média brasileira. Os desafios estão aí todos os dias, as faltas de oportunidades também....o problema é que muitos só se dão conta quando perdem espaço.

Esse caso do Andrade e muitos outros são flagelos do processo de socialização da ocupação dos negros nos espaços de poder. Nos tribunais, na mídia, no futebol...as barreiras estão começando a ser quebradas e as reações a esse processo são adversas. Cada um tem a sua!

Para combater a discriminação, ela tem que ser punida, principalmente quando envolve empresas e organizações.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MEC abre prazo para universidades atualizarem dados do ProUni

As instituições de educação superior que participam do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm de atualizar os dados das bolsas concedidas a partir desta segunda-feira (13), segundo portaria da Secretaria da Educação Superior (Sesu), do Ministério da Educação, publicada no Diário Oficial da União. O prazo vai até 24 de setembro.

A atualização dos dados se refere às bolsas concedidas no segundo semestre deste ano. Segundo a Sesu, as instituições devem confirmar o número de beneficiados no sistema do programa no site do ProUni. No processo de inscrições do ProUni deste semestre, foram oferecidas 60.488 bolsas de estudo, sendo 39.113 bolsas integrais e 21.375 bolsas parciais – de 50% da mensalidade – em 1.255 instituições de ensino superior, de acordo com o MEC.

Portal Aprendiz

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entidades estudantis convocam cibermilitância em defesa do Pacto pela Juventude




As 67 organizações representantes da Sociedade Civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), entre elas a UNE, UBES e ANPG, estão convocando todas as suas redes em defesa do Pacto pela Juventude 2010



O documento traz as propostas para a construção conjunta de uma agenda pública de juventude condensadas em 12 eixos temáticos que tratam de incentivo, marco legal, educação, trabalho, políticas afirmativas, cidadania, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, moradia, acesso a terra e participação.

O objetivo das entidades estudantis é mobilizar grupos em todo o país para contribuir com o debate nos estados e municípios sobre a importância de comprometer o poder público com as pautas do movimento juvenil.

“Dessa forma queremos garantir os direitos da juventude. Consolidar as políticas públicas como políticas de Estado deve ser uma resposta aos desafios de desenvolvimento do Brasil”, destaca o vice-presidente do Conjuve, João Vidal.

A idéia é fazer com que os candidatos e candidatas aos governos federal, estaduais e municipais se comprometam com o planejamento de políticas públicas de juventude em suas plataformas eleitorais e, posteriormente seu desenvolvimento entre as ações de governo.

UNE, UBES, CUCA e ANPG se mobilizam
"A UNE faz uma movimentação muito parecida com o Pacto da Juventude, que é o Projeto UNE Pelo Brasil. Para nós, é muito importante casar a mobilização de divulgação desses dois documentos. O pacto amplia o potencial de reivindicação de políticas públicas de juventude. A UNE vem mobilizando a rede do movimento estudantil pelo Brasil para garantir que as nossas pautas sejam apresentadas, sempre com campanhas conjuntas", explica a diretora da UNE e integrante do Conjuve, Marcela Rodrigues.

A presidente da Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, diz ser fundamental o compromisso dos candidatos com o Pacto. Para ela é necessário a rede do movimento estudantil garantir o compromisso do poder público com a educação a ciência e a tecnologia. “A ANPG pretende realizar atividades de assinaturas. Vamos reunir a nossa diretoria e pensar formas para isso acontecer neste último mês das eleições”, destaca.

Para o representante do Circuito Universitário e Cultura e Arte (CUCA) da UNE no Conjuve, Alexandre Santini, o Pacto representa a consolidação do esforço conceitual do que foi feito em programas de políticas públicas para a juventude nesse ultimo período. “Junto à juventude que atua nos Pontos de Cultura, o CUCA também está mobilizando a sua rede, procurando dessa forma incorporar outros segmentos a esse debate. A questão da cultura está bastante contemplada no Pacto, uma vez que as resoluções da Conferência Nacional abordam muitos pontos importantes relacionadas à juventude e a cultura. Isso pode agora ser efetivado como política de estado”, disse.

Já o presidente da UBES, Yann Evanovick, garante que toda a rede da entidade estará mobilizada para garantir a divulgação do Pacto. "Para a UBES é de fundamental importância que o jovem, além de votar, saiba em quem irá depositar o seu voto, analisando, de fato, o candidato que esteja comprometido com a juventude. O documento legitima o compromisso do candidato com a juventude brasileira, portanto, quem assinou esse documento, tem apoio incondicional da nossa entidade", declara.

Cibermilitância: @pactojuventude #pacto2010
Qualquer pessoa pode realizar uma atividade do Pacto pela Juventude. É só mobilizar a sociedade e convidar candidatos e candidatas para assinarem a proposta. Todas as informações, incluindo "passo-a-passo" sobre como realizar uma atividade do Pacto você encontra no Blog: www.pactopelajuventude.wordpress.com.

Todas as atividades do Pacto pela Juventude, assim como a lista dos candidatos que aderirem a essa ideia, serão divulgadas no blog do Pacto pela Juventude e no twitter: @pactojuventude. A hashtag usada é #pacto2010.

A UNE, UBES e ANPG convocam toda a rede do movimento estudantil para participar da campanha em defesa do “Pacto pela Juventude”. Por meio do twitter das entidades pretende-se fazer uma grande “passeata virtual”. Participe e divulgue aos seus seguidores no twitter.
www.une.org.br
Rafael Minoro

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sim, a UNE tem um lado”. Confira a segunda parte da entrevista com Augusto Chagas





Presidente da entidade fala sobre o posicionamento dos movimentos sociais e dos estudantes nas eleições 2010, além de comentar o envolvimento atual dos jovens com a política




No último dia 11 de agosto, em comemoração ao aniversário dos 73 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE), o portal Estudantenet publicou a primeira parte da entrevista com o presidente da entidade, Augusto Chagas. Em 2010, o aniversário da UNE acontece em meio a mais um processo eleitoral que definirá os rumos do país para o futuro próximo.

Segundo Augusto, a UNE decidiu não apoiar nenhuma candidatura, mas tem um lado nesse debate: “Nossa plataforma está situada na mesma direção das cartas de unidade do movimento social com foco para os problemas que afetam a nossa juventude e os estudantes”, afirma.

O presidente da UNE, cuja gestão se estende até 2011, ainda comenta a necessidade de participação popular no processo eleitoral e o envolvimento dos jovens com a política. Segundo ele, é equivocado dizer que a atual geração é desmobilizada: “O jovem sempre foi e sempre será aquele que vê uma injustiça e não acha normal, porque ele não é conformado com os problemas do mundo”.

Leia a entrevista completa abaixo:

Entre maio e junho deste ano, os movimentos sociais realizaram agenda intensa de atividades, com a assembléia da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a Conclat, um encontro histórico das centrais sindicais no Pacaembu. Como foi a participação da UNE nestes dois encontros?

Tivemos participação intensa em ambos, no primeiro como realizadores e no segundo apresentando nossa opinião. Ambos os processos foram especialmente marcantes e históricos, representando uma convergência, às vezes difícil, porém inevitável dos movimentos sociais brasileiros em uma plataforma única de demandas. Foi emocionante absorver a diversidade desse momento e, tenho certeza, que os estudantes são um dos eixos fundamentais dessa transformação. Vivemos um momento de unidade política dos movimentos como há muito não se via no Brasil, para conduzir o país a uma sociedade de direitos para as camadas populares.

Em ambos os encontros foram aprovadas plataformas políticas de reivindicações dos movimentos sociais. Qual a sua avaliação sobre os documentos? O que eles trazem de avanços e quais são as principais bandeiras para o próximo período?

Acho que as resoluções aprovadas demonstram a maturidade do movimento social brasileiro e a convicção de alguns caminhos que devem ser percorridos. Eu diria que ambos podem ser traduzidos da seguinte maneira: consideram que o Brasil tem passado por um momento de avanços para os trabalhadores e que políticas derrotadas, como as privatizações e o corte de direitos, não podem retornar a agenda nacional; por outro lado, insistem que é necessário aprofundar muito as mudanças iniciadas e, para isso, é necessário romper com certos setores, em especial a lógica de “superávit-juros” que saqueia os cofres públicos e na democratização da mídia que está concentrada na mão de interesses elitistas e anti-nacionais.

A UNE também aprovou recentemente a sua plataforma política, inclusive se colocando independente diante do processo eleitoral, declarando o não-apoio a nenhuma candidatura. Como foi construído este documento e o que ele traz de avanços para a educação e para a juventude?

Aprovamos nossa plataforma e nossa postura no último CONEG [Conselho Nacional de Entidades Gerais], que aconteceu em abril no Rio de Janeiro. Nossas decisões seguiram na mesma direção das cartas de unidade do movimento social com foco para os problemas que afetam a nossa juventude e os estudantes. Abordamos temas como o desafio do acesso a educação no Brasil, a reivindicação do patamar de financiamento mais elevado, o desafio da permanência na educação através de políticas de assistência estudantil e do aperfeiçoamento da relação educação-trabalho. Enfim, são vários pontos que estamos apresentando aos diversos candidatos e a sociedade para que conheçam nossa opinião e para contribuir com o debate que a sociedade fará nestas eleições.

A UNE tem lado? Porque se manter independente na disputa política?

A UNE tem lado, com certeza. Sempre lutou pela democracia, pelos estudantes e pelos trabalhadores! O fato é que a UNE não é um partido político. São eles quem devem ter candidatos. Nossa melhor contribuição são as idéias, e nosso compromisso é com as mudanças que acreditamos necessárias ao Brasil. Além disso, a UNE tem uma característica muito valiosa: nossa pluralidade de opinião. Mesmo na nossa diretoria, participam diretores das mais diversas opiniões e correntes políticas e que terão candidatos a presidente diferentes. Forçar uma maioria para definir o apoio a um candidato, por exemplo, faria a UNE “menor”, já que excluiria uma parte destas lideranças da nossa atividade cotidiana. A pluralidade e a unidade da UNE são grandes patrimônios do movimento estudantil brasileiro e devemos a todo o momento preservá-los.

Temos acompanhado pelos jornais um clima de intensa polarização entre as duas campanhas presidenciais. Qual a sua avaliação sobre as eleições 2010? Como garantir que o processo seja democrático e tenhamos uma eleição limpa?

A sociedade precisa participar, esta é a única maneira. Com a concentração e os vícios dos meios de comunicação no Brasil, se deixarmos por conta deles a eleição vira uma fantasia. Sabemos que a maioria deles apóia um candidato e, ao invés de declararem este apoio, como acontece em vários países do mundo, aqui eles fingem hipocritamente uma suposta independência. Por isso que acredito que precisamos fortalecer a capacidade da sociedade se organizar, de se mobilizar e, desta forma, travarmos os debates que de fato interessam ao povo. Protagonismo popular é a única arma contra a despolitização que só interessa a elite dominante. Os estudantes por sua capacidade mobilizadora têm um imenso papel nisso!

Vez ou outra, principalmente com a proximidade de eleições, algumas pessoas levantam a questão: o jovem está menos envolvido com a política. Qual a sua opinião?

Acho uma grande balela. O jovem sempre foi e sempre será aquele que vê uma injustiça e não acha normal, porque ele não é conformado com os problemas do mundo. Por isso que a relação dele com a política é altruísta, é menos preocupada com os problemas pessoais dele e sim com os problemas que afligem a maioria da sociedade. E o Brasil tem muita tradição de participação dos jovens. Em todos os momentos importantes na história os jovens e os estudantes estavam lá, deixando sua digital. Este é um patrimônio da história brasileira!

Rafael Minoro
www.une.org.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Enem 2010 será única forma de seleção em pelo menos 23 universidades federais




Em 20 destas instituições será utilizado o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação) – e o candidato desembolsa apenas a taxa de inscrição para o Enem, que foi de R$ 35



Nas outras três, as próprias universidades vão organizar os processos seletivos. Na UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) o vestibulando terá que pagar inscrição em separado para concorrer às vagas. A Ufopa (Universidade Federal do Pará) e a Unilab (Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira) ainda não divulgaram se cobrarão pela inscrição.

Dentre as 59 universidades federais, 18 vão escolher apenas uma parcela de seus novos alunos por meio do Sisu, com nota do Enem – e vão manter seus vestibulares tradicionais paralelamente. A porcentagem de vagas destinadas ao Sisu varia de 10 a 60%.

Algumas das instituições, como a Ufla (Universidade Federal de Lavras), em Minas Gerais, a UFPI (Universidade Federal do Piauí) e a UFPB (Universidade Federal da Paraíba), ainda estão em fase de transição – estão terminando processos de avaliação seriada, em que os estudantes fazem provas no decorrer do ensino médio, antes de adotarem o Enem como seleção única.

Enem como parte da nota
Outras, como a UFBA (Universidade Federal da Bahia) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), usam o Enem para alguns cursos. A UFBA realiza seleção própria para os cursos tradicionais e oferta todas as vagas dos bacharelados interdisciplinares e dos cursos superiores de tecnologia pelo Sisu. Já a Unifesp utiliza a nota do Enem como primeira fase em sete cursos incluindo a concorridíssima graduação de medicina; os demais disponibilizam vagas pela seleção pelo Enem.

Há, ainda, instituições que irão substituir a primeira fase do processo seletivo pela nota do Enem. São elas: UFPA (Universidade Federal do Pará), Unir (Universidade Federal de Rondônia), UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), UFU (Universidade Federal de Uberlândia), Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Na Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia), na UFV (Universidade Federal de Viçosa), na UFSJ Universidade Federal de São João Del Rei), na UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e na UFPR (Universidade Federal do Paraná) o resultado do exame será utilizado para complementar a nota final do candidato.

Somente a Unifap (Universidade Federal do Amapá), UFG (Universidade Federal do Goiás) e Unifal (Universidade Federal de Alfenas) não definiram a forma de utilização da nota do exame. Em outras quatro instituições, o Enem será usado apenas para preencher vagas remanescentes, como na UnB (Universidade de Brasília).

O primeiro levantamento do uso da nota do Enem nas universidades federais em 2011, feito pelo UOL Vestibular, foi divulgado em 8 de julho. Nesta data, algumas faculdades apenas recomendavam a inscrição no exame, mas não indicavam como usariam a nota. Foi o caso da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) e da Furg (Fundação Universidade Federal do Rio Grande) que aderiram integralmente ao Sisu. E, também, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que decidiu disponibilizar 60% das vagas pelo sistema unificado: 20% para cotas sociais e 40% pelo sistema universal.

O que é o Enem
O Enem é organizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram para participar exame esse ano. Exatamente 4.611.441 candidatos são esperados para fazer as provas nos dias 6 e 7 de novembro.

As provas terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, e redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos.

No primeiro dia do exame, um sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas. A prova começa às 13h e vai até as 17h30. No domingo, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e da redação.

Da Folha de S. Paulo